terça-feira, 20 de julho de 2010

Hancock e o Relações Públicas

O filme Hancock serve como um belíssimo exemplo do que um profissional da área de Relações Públicas é capaz de fazer para modificar uma imagem. Com direção de Peter Berg, o ator principa, Will Smith, interpreta um heroi as avessas, que sempre chega aos locais em que precisa ajudar de forma desastrosa, fazendo com que a sua popularidade entre as pessoas seja negativa.
Hancock é um heroi nada convencional, que está todo o tempo sob o efeito de bebidas alcooóicas, usando roupas inadequadas para sua posição, não tendo um vocabulário considerável e assustando as pessoas com as suas chegadas bruscas e atrapalhadas aos locais que pretende ajudar. Além de não se desculpar por todos os estragos que causa, ele ainda é bastante procurado pela polícia, por ter inúmeros pedidos de prisão em seu nome, e vários mandatos de busca e apreensão.
Até o dia em que salva Ray Embrey (Jason Bateman), um relações públicas que acaba de ser demitido da empresa onde trabalhava ao tentar lançar uma campanha beneficente. A partir deste dia sua vida muda completamente.
Como forma de agradecimento, Ray leva Hancock para jantar em sua casa e lhe propõe um trabalho de RP para melhorar a sua imagem, que estava totalmente negativa, com a sociedade. A princípio ele rejeita, mas depois quando Ray lhe mostra o que as pessoas pensam dele, começa a refletir sobre o assunto, até finalmente aceitar a ajuda desse seu mais novo amigo. Com o trabalho de Ray, Hancock faz inúmeras mudanças no seu comportamento, e passa a ser vangloriado pela mídia e pelas pessoas.
A televisão, como instrumeto, teve grande influência tanto em Hancock quanto nas pessoas que tiveram um redirecionamento de opinião devido ao trabalho de RP na mídia e na internet. As ações deste profissional podem ser observadas, por exemplo, na declaração pública que ele fez, desculpando-se por todos os estragos que causou, e responsabilizando-se pelos seus atos.
Sendo preso e saindo de cena, a criminalidade aumentou, o que provocou um sentimento de saudade do heroi nas pessoas, já que elas não tinham mais quem as salvasse dos perigos que estavam ameaçando a cidade de Los Angeles.
Hancock passou a cuidar melhor da sua imagem fazendo a barba, parando de beber, melhorou o vocabulário, passou a elogiar o trabalho das pessoas que colaboravam de alguma forma com o seu e começou a sorrir.
O Relações Públicas realizou grandes ações para modificar a imagem de Hancock, analisando seu comportamento antes do trabalho e percebendo o que ele precisava mudar para ser aceito e aclamando pela sociedade. A mudança de sua imagem foi imprescindível para que passasse a conviver de forma harmoniosa e conseguisse ter o seu trabalho devidamente reconhecido pela sociedade, sentindo-se incluso nela.

domingo, 18 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Análise do texto "Ordem Natural e Ordem Cultural do tempo"

No texto de V. R. Garcia, o tempo pode ser dividido em natural e cultural, o primeiro é entendido como nascer, viver e morrer e, o segundo marcado pelo relógio.
Na Idade Média, o tempo era marcado pelo nascer e pôr-do-sol, pelas estações, o dia era aproveitado em suas 24 horas; o trabalhador era contratado para trabalhar por um período, como um ano, uma colheita, e ele convivia com seu empregador.
A partir da Revolução Industrual, do advento das máquinas e dos relógios, o tempo começou a ser medido por este, que com seus doze números, mais as indicações e os dois ponteiros, passou a ser o "carro-chefe" da vida da sociedade. Aqui, os trabalhadores passaram a ser contratados por um determinado número de horas, que não podem ser desperdiçadas, têm que ser trabalhadas exaustivamente.
A jornada de trabalho diminuiu com o passar dos anos, concomitantemente, aumentando as horas destinadas ao lazer. Todavia, não é isto o que acontece, pois o homem não sabe lidar com o ócio, ele tem que estar o tempo todo ativo. As horas que deveriam ser destinadas ao lazer ganham novas ocupações, pois o tempo não deve ser desperdiçado, o que representa bem uma das frases mais pronunciadas entre os homens de negócio "tempo é dinheiro".
Com o advento das novas mídias, principalmente a TV, o tempo passou a ser marcado por elas, exemplo: "A que horas você vai sair? Depois do Jornal das 8".
No filme de M. Mazagão, Nós que aqui estamos por vós esperamos, percebemos que a rapidez, a agilidade e angústia são grandes marcas do século passado, que trouxe com ele a depressão, uma das doenças mais presentes atualmente. Reclamamos o tempo todo da falta de tempo, mas será que o organizamos corretamente? Ou o afastamos com atividades desnecessárias? O que é ou não necessário? São perguntas que poucos se fazem e, mesmo assim ainda encontram dificuldades em respondê-las.