sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mudanças no quadro corporativo


Não é de hoje que as empresas de comunicação, em especial assessorias e redação, estão diminuindo o seu quadro de funcionários. A cada dia temos menos jornalistas disponíveis nas redações, e um assessor de imprensa responsável por diversas contas, mesmo que no contrato do cliente conste exclusividade, mas a questão ética não será o foco de hoje.



Em eventos, é cada vez menor a participação dos jornalistas. Pois se estes saem, a redação fica desfalcada e, consequentemente, a produção desacelera devido ao tempo gasto no deslocamento. Contudo, até que ponto é interessante ter uma equipe enxuta, que quantitativamente produz o mesmo, mas insatisfeita?



Do outro lado temos as assessorias, que seguindo a mesma linha de economia das redações, concentram o alto volume de trabalho em poucos funcionários. E estes, muitas vezes trabalham, ao mesmo tempo, com contas dos mais diversos setores. Assistentes e estagiários entram para apoia-los nas tarefas diárias, se bem que as vezes acabam fazendo todo o trabalho, por um salário muito menor, vantagem para a empresa, claro.



Obviamente que estas não são práticas encontradas somente nesta área. E depois desta rápida análise de dois dos segmentos da comunicação, deixo aqui o intuito deste post, que é fazer com que as empresas repensem até que ponto economizar com mão de obra, e consequentemente, com know how, é vantajoso.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Problema: cliente X empresa




Que o profissional de Relações Públicas cuida da imagem de uma organização todos sabemos, mas todos os comunicólogos que estiverem lendo este post têm que quando digo cuidar da imagem, também pode ser destruir. Afinal, quem melhor do que estes profissionais para acabar com uma reputação.





Como cliente estou muito decepcionada com o serviço de uma empresa de telefonia, e acredito que muitos de vocês também tenham problemas com suas operadoras. Mas o que quero discutir hoje não é a grandeza e urgência ou não de nossos problemas, e sim as armas que possuímos ao nosso alcance para nos fazermos ouvir.





Que o facebook e o twitter podem auxiliar não há dúvida, mas para que as empresas realmente percebam seus consumidores, e aqui quando digo empresas estou me referindo ao departamento de comunicação das mesmas, sejam eles terceirizado ou não.





E se pudermos criar uma corrente nas redes sociais para que outras pessoas insatisfeitas também participem, será ótimo, e se este post for disseminado entre os amigos dos amigos, maravilha, porque quanto maior for o alcance e o número de participantes mais chances teremos para que o serviço seja aprimorado.





Se for preciso fazer como aquela consumidora da Fiat, que postou diariamente o andamento da sua situação faremos, porque se resta alguma esperança, ela continuará conosco, do lado dos consumidores. Aproveito para convocar todos vocês a curtirem, comentarem, postarem nos seus perfis, enfim, fazer com que o movimento progrida.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Museu da Publicidade































Nas informações do blog prometi trazer posts não só de Relações Públicas, mas de assuntos que envolvam a comunicação como um todo. Este é o motivo do post de hoje, entrar um pouco no campo da publicidade.

Em recente visita ao Museu da Publicidade, em Paris, tive a oportunidade de ver cartazes, folders e vídeos, todos relacionados à história da publicidade no país.
Percebi que as mais antigas têm uma identidade totalmente diferente.

Elas “selecionam” um assunto e partir dele desenvolvem toda a campanha. Por exemplo, se uma determinada marca de sabonete escolhe o tema Cleópatra, em todas as peças tem algo que remete ao tema escolhido.

Também vi exemplos muito diferentes de marcas conhecidas, como da Absolut, Louis Vuitton, e uma das marcas que em minha opinião, tem as campanhas mais chocantes, a Benetton.

Os vídeos eram indescritíveis, com exemplos que remetiam dos desenhos animados, com os Flintstone, até à história, como o presente de grego, um comercial da Mercedes que me surpreendeu.

Bom, acho que este é um dos casos em que a imagem vale mais do que mil palavras, então ao invés de detalhar vou deixar-lhes algumas imagens.

sábado, 4 de junho de 2011

Convocação: imagem do país

Até que ponto conseguimos mostrar a verdadeira imagem do Brasil lá fora? A mídia colabora para que ela seja positiva ou negativa? É, parece que são questões meio retóricas se observarmos como o nosso país tem sido representado por aí, inclusive na indústria cinematográfica.
Quem teve a oportunidade de assistir o último filme da saga de Velozes e Furiosos pode perceber um pouco dessa realidade. O filme, que diz se passar no Brasil, não mostra nada além de favelas, traficantes, mulheres bonitas e a corrupção da nossa polícia. Onde no Brasil temos um trem que passa em um deserto? Para começar o deserto está bem longe, e o pleno funcionamento dos trens então...
Mas não é só através dos filmes que a imagem do nosso país tem sido mostrada de forma negativa. As nossas principais notícias são reportadas lá fora, muitas vezes merecendo destaque internacional, e a greve no transporte público da grande São Paulo desta semana é um bom exemplo. Como queremos atrair turistas durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas desta forma?
O país está prestes a sediar dois megaeventos, e o que está fazendo para melhorar sua imagem? Receber duras críticas da Fifa pelo atraso com as obras? Acho que este não é o melhor caminho.
A urgência em se trabalhar a imagem do país já está mais do que gritante. Não quero defender que devemos melhorar nossa imagem apenas para estes eventos, mas já que ela deve sim ser melhorada, que seja a tempo, para que os turistas possam ver as belezas do nosso país, a hospitalidade e o calor do nosso povo, e depois voltem, com ou sem um grande evento que os atraia.
Relações Públicas e comunicólogos em geral do nosso país, o que acham de fazermos o que sabemos de melhor, cuidar da imagem, só que desta vez do nosso país? Como muitos dizem, “fica a dica”.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Experiência Profissional


Dizer que trabalhar na área é importante, pode parecer muito simples. A verdadeira importância do trabalho prático, concomitantemente à faculdade, depende muito do curso escolhido.
É claro que um médico, nos seus primeiros anos de estudo, não pode ter a mesma carga horária do que um aluno de engenhatia ou direito. No entanto, vocês devem estar se perguntando, e o estudante de comunicação, como fica.
Para um futuro comunicólogo, a prática é essencial, assim como em muitos outros cursos. A diferença pode estar na quantidade de horas/aula de cada curso. É claro que um cruso integral dificulta a disponibilidade do estudante em estagiar, enquanto um curso de meio período permite que o estudante coloque em prática o que está aprendendo academicamente.
Pensando mercadologicamente, é muito vantajoso para a empresa contratar estagiários. Muitas vezes eles fazem o mesmo trabalho que uma pessoa formada, com um salário bastante inferior, mas não quero entrar no mérito das leis de estágio e muito menos do piso salarial, pois como diz a mastercard, a experiência não tem preço.
Todo conhecimento adquirido durante o estágio será fundamental na futura caminhada profissional. Os objetivos traçados inicialmente devem se adequar as escolhas que forem sendo feitas. A área desejada deve ter preferência na hora de procurar estágio.
Depois de formado, possuir experiência ou não na área, conta pontos a favor ou contra. Assim como a queda d diploma de jornalismo não indica que os grandes veículos de comunicação e as grandes empresas deixarão de dar preferência a quem o possui. Experiência e conhecimento nunca serão demais, e podem contar pontos a favor, nunca contra.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como engajar seus funcionários?

Você sabe como fazer para que seus funcionários realmente se sintam parte da empresa, participem das atividades com boa vontade, façam seu trabalho pensando em um bem maior, uma causa, e como fazer para que eles saiam do trabalho falando bem da empresa?
É, realmente estas não são tarefas fáceis, é necessário que haja integração entre as áreas. O RH tem que falar com a comunicação, com a diretoria, com o setor fabril e assim sucessivamente, todos se comunicando, trabalhando em conjunto . E um conjunto de ações se faz necessário para que a forma como a empresa é vista seja modificada. Não basta fazer uma festa de arromba no final do ano, dar cesta de natal ou aumentar o salário.
Estudos mostram, inclusive, que até alguns anos o fator fundamental na motivação era o salário, já atualmente o colaborador não quer apenas um salário compatível com suas atividades, quer um ambiente de trabalho agradável, reconhecimento, valorização profissional, enfim, elementos que façam com que ele se sinta bem dentro da empresa. Mas por que é tão importante que seus funcionários se sintam satisfeitos? Que patrão deseja ter um colaborador que da porta para fora fala mal de tudo relacionado ao seu trabalho, que esteja insatisfeito em todos os sentidos? Isso não é bom para nenhuma empresa.
Para mudar, que tal começar comunicando ao seu público interno tudo o que envolve o local onde ele trabalha? Ele não pode ser o último a saber das ações que o envolvem (in)diretamente, as vezes até mesmo pela boca de outras pessoas. Portanto, primeiro passo, comunique tudo o que for relevante para que eles sintam que fazem parte da empresa.
O que acha de envolver a família dos seus funcionários? Não vamos desprezar os eventos, mas eles devem ser integrativos, podendo até mesmo ser informativos e não acontecer apenas nos momentos em que sentir insatisfação. Jornal mural, intranet, jornal/revista interno, concursos, todos são formas de integrar e informar, mas nada como a comunicação face a face, um bom dia desde o porteiro até o presidente, um muito obrigado, por favor, palavras muito pequenas com significados enormes.
Como você vai falar para eles se não convive com eles? Para isto é necessário que freqüente os mesmo lugares. Não estou dizendo para almoçar todos os dias na bandejão e nem ir aos mesmos botecos, mas se você não o fizer, as chances de aproximação serão minimizadas e você não saberá onde as melhorias devem ser feitas.
Qualquer ideia é válida, desde que a visão do funcionário sobre a empresa seja positiva e que ele exerça seu papel de multiplicador desta forma, transmitindo boas informações, e acima de tudo, verdadeiras, pois se lembre, ele nunca transmitirá algo falso.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pensar fora da caixa


Que o campo de trabalho dos profissionais de Relações Públicas, da comunicação em geral, é bastante amplo, disto ninguém discorda. Agora por que será que várias das possibilidades de atuação não são divulgadas? Da forma como é feito atualmente, cabe ao profissional sair em busca de uma área que mais lhe agrade dentro das possibilidades de atuação permitidas pela profissão, o que já é um leque bem grande.

Vamos partir do princípio de que todos sabem da possibilidade de trabalhar em uma agência, governo, organização e ONG, certo? Vocês também conhecem o trabalho desenvolvido pelo profissional em hotéis, clubes, restaurantes, no mundo da moda, rádio, TV, esporte, como ombudsman?

Bom, acredito que nem todos. E olha que estes são apenas uns dos exemplos, e nem tão inusitados assim. Já falamos em um post anterior inclusive da atuação no circo, só para vocês terem uma ideia de quão grande são as nossas chances de sucesso no mercado, que sabe reconhecer uma boa iniciativa.

Uma das grandes vantagens que nossa profissão permite é a possibilidade de atuar em quase todas as áreas imagináveis. Quantas profissões vocês conhecem que possui esta característica? É valido lembrar também, que para um bom profissional qualquer ambiente imaginado caberá um trabalho de comunicação, que é a forma básica de relacionamento em qualquer lugar. Acredito que devemos “pensar fora da caixa”, imaginar áreas que nos interessamos que ainda não possuem trabalho de comunicação e propô-lo, defender nossa ideia, que pode vir a ser muito útil para todos os públicos envolvidos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A importância dos eventos acadêmicos


Às vezes fico me perguntando por que o desinteresse na realização de eventos acadêmicos por parte dos alunos. Estes eventos, que contam em sua maioria com o apoio da faculdade, deveriam ser mais incentivados, buscando adaptar aos anseios dos estudantes, para quem sabe assim, eles o frequentem mais e se interessassem em organizá-los, especialmente nos cursos de comunicação, que tanto abordam a organização de eventos, em especial Relações Públicas.

Não sei se é devido à oportunidade que já tive de participar da organização de um evento acadêmico e a vontade que tenho de contribuir nos próximos com tudo o que eu possa desejo que as pessoas façam o mesmo, tenham esta vivência, tão importante e apaixonante. Apesar de todo o trabalho, sacrifício e dedicação, acredito que não existe outra forma de falar sobre eles sem vivenciá-los. O aprendizado anda ao lado do trabalho árduo, que sempre que necessário proporciona um êxtase no seu final, dando a sensação de dever cumprido. É claro que erros podem estar presentes, mas tentar minimizá-los é o mínimo que podemos fazer.

A falta de atenção e importância que os alunos dão a estas oportunidades proporcionadas pelas faculdades, é dolorosa, pois algum dia sentirão falta daquele conselho que deveriam ter escutado daquele palestrante que estava lá, passando todo o seu conhecimento, mas que insistentemente preferiram não ouvir, talvez conversar sobre temas mais interessantes, falar sobre a balada do final de semana ou da pessoa que está a sua frente. É claro que não espero que os alunos façam total silêncio em um evento como este, mas apenas demonstrem respeito, ouvindo o palestrante e se dando a oportunidade de aprender o que ele está ali para ensinar, e o mesmo vale para a sala de aula, permitindo que os professores passem sua vivência profissional, seja teórica ou não. Ah e não se esqueçam, converse com seus coordenadores de curso, peça mais informação sobre os eventos proporcionados pela faculdade, mostre interesse em participar de sua organização, pois esta é uma ótima maneira de efetivamente aprender mais sobre o universo acadêmico, que pode ser melhor que o esperado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Volta às aulas e o início de uma nova fase

Dizem que o ano só começa depois do carnaval, mas como esse ano ele ainda demora, vamos ter que dar o start nas atividades previamente. As escolas estão voltando a ter seus corredores repletos de alunos eufóricos para compartilhar as novidades das férias, mas ainda preguiçosos para colocar a mão na massa. Para quem está iniciando uma nova fase, tudo parece novo e estranho ao mesmo tempo, especificamente para os recém ingressos na faculdade.

É agora, no primeiro ano, que os alunos perceberão se escolheram o curso certo, se gostam desse novo ambiente, das amizades, matérias, método e dos professores. É o momento certo para se envolver com a academia, conhecer todas as possibilidades oferecidas pela faculdade, interagir com os veteranos, pesquisar mais sobre as possibilidades do mercado de trabalho ou se envolver em um trabalho científico.

Vale lembrar que construímos o que escolhemos como profissão desde o início da faculdade, a base sobre o que escolhermos como profissão é passada por ela, que da as diretrizes e ensina o caminho, só que caminhar por ele só depende da nossa vontade, do esforço que tivermos ao longo dos meses, da dedicação dispensada nos momentos que nem nós mesmos considerávamos corretos.

Acreditar no sonho, focar no que se quer e, literalmente, correr atrás é a melhor forma de alcançar o sucesso profissional, que exige tudo o que já foi citado nos parágrafos anteriores e um pouco mais.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Boom dos sites de compra coletiva

Os sites de compra coletiva chegaram devagar e em pouco tempo tornaram-se um fenômeno no Brasil. A ideia é fazer com que um maior número de pessoas compre para que o preço caia. Poucos eram os sites que ofereciam este tipo de serviço, contudo, atualmente eles sofrem concorrência de dezenas de outros. Mas até que ponto eles vão conseguir se destacar? Qual será a saturação? É fato que não existe espaço para todos, a menos que as lojas e shoppings sejam substituídos por eles, com possibilidade de escolher os produtos também online.

Em recente leitura e discussão sobre o assunto cheguei à seguinte conclusão, ou estes sites serão segmentados por região ou por áreas de ofertas. Ok vamos ao meu raciocínio. Peguemos como exemplo o Peixe Urbano, o Grupon e a Grupalia. Se for por região, um direcionado para o Sudeste, outro para o Nordeste e o terceiro para o Centro – Oeste. Se for segmentado por área, um se especializa em Moda e Beleza, outro em Alimentação e o ultimo em Turismo e Entretenimento.

Esta seria uma boa maneira de direcionar nossos interesses. Dependendo das minhas necessidades vejo a oferta que mais me interessa. Assim não vejo ofertas de outras regiões e otimizo meu tempo segundo interesses pessoais.

É curioso como no Brasil estes modelos são bem aceitos e acabam se tornando bastante populares, permitindo a inclusão de pessoas de todas as classes sociais em ambientes antes bem segmentados. O que é muito interessante do ponto de vista destas pessoas terem a oportunidade de frequentar novos lugares, conhecer outras culturas e desfrutar de mais momentos de lazer. Também podemos pensar que estas ações incentivam a interatividade, já que ir a um número maior de lugares oferece a possibilidade de conhecer novas pessoas, fazer amizade ou se relacionar.

É importante aproveitar estas oportunidades oferecidas pelas compras coletivas, todavia, vale a pena lembrar que, muitas vezes, acabamos comprando por impulso, devido ao baixo valor oferecido pelo produto ou serviço. É necessário balancear e pensar na real necessidade da compra, o que não é o objetivo destes clubes de compra, que deixam a oferta por pouco tempo no ar para que o impulso fale mais alto e a compra seja prontamente efetivada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A importância do conhecimento fora da faculdade

A boa fase econômica econômica que o país vivencia dá a oportunidade para um maior número de pessoas ingressar na faculdade. É este avanço que deve ser discutido.

Indubitavelmente, ter um número maior de pessoas com diploma de curso superior é positivo para o país, entretanto, como está o conhecimento destas pessoas? Elas têm se preparado adequadamente, participado de cursos extracurriculares, de fóruns de discussão, pesquisado além do que é solicitado pelos professores?

Na verdade, ter um diploma não significa que a preparação feita ao longo do curso foi adequada. O mercado exige cada vez mais profissionais que permeiem outras áreas, não se limitando ao que escolheram. Quanto mais completo for o profissional, melhores suas chances.

Poucos anos atrás falar outro idioma, preferencialmente o inglês, já garantia que sairia na frente de vários concorrentes. Atualmente já não faz tanta diferença se você faz todos os cursos de informática que eram solicitados, se fala três idiomas ou a faculdade a qual cursou. A dedicação, o desempenho e o conhecimento de outras áreas, além da pró-atividade, mostram um maior resultado diante de uma vaga de emprego.

É de suma importância que, enquanto na faculdade, o aluno procure acrescentar conhecimento, sendo curioso o bastante para saber um pouco mais sobre aquele assunto que o atrai, mas não é relacionado ao curso, faça cursos, inclusive de línguas, que não é mais um diferencial, contundo, imprescindível. E lembre-se, a faculdade mostra o caminho, caso chegue ao seu destino será por mérito próprio.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Comunicando de norte a sul


Saindo do eixo Rio – São Paulo, o mercado de comunicação no resto do país se torna bastante diversificado e em alguns locais até primário. Apesar de não serem todos os estados que oferecem os cursos de comunicação, eles possuem profissionais muito competentes e engajados na difusão da profissão.
Fico imaginando, fora as capitais nordestinas, como será que o trabalho de relações públicas é desenvolvido na região? Quanto tempo a mais levou para que as empresas percebessem a importância da comunicação para a consolidação de sua marca? Ou será que este processo ainda está em andamento?
Estas são perguntas que me deixam bastante interessada em aprofundar o estudo sobre a percepção do país em relação ao profissional de comunicação. Em recente viagem observei a necessidade deste profissional nos serviços ligados ao turismo, que atrai muitos turistas internacionais, os quais transmitem lá fora a imagem que tiveram do nosso país, e falando em imagem, o RP não poderia ficar de fora.
Sua presença se faz necessária para garantir uma boa estadia, com profissionais devidamente treinados, objetivos claros, mensuração de resultados, enfim, um trabalho estratégico que garanta a boa imagem que não só o serviço prestado passa, mas a cidade, o país e seu povo.
O tema é bastante abrangente e espero poder voltar a abordá-lo futuramente. Enquanto isso vamos discutir e opinar sobre como este trabalho é desenvolvido na sua região. Conto com sua colaboração.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Invasão no morro do Rio de Janeiro e as Relações Públicas


Para mostrar a amplitude de atuação do profissional de relações públicas, vamos analisar seu trabalho nas ações contra o tráfico de drogas na capital.

O trabalho deste profissional no terceiro setor é o inverso do exercido para uma empresa privada, pois nesta última situação ele busca a harmonia, a conciliação entre os públicos, enquanto no terceiro setor ele tem que mobilizar as pessoas para greves, passeatas, reuniões, para contestar e questionar quanto aos direitos básicos a que todo cidadão tem direito, entretanto não é o que acontece.

O primordial é que ele saiba “traduzir” suas conversas. Vamos tomar como exemplo uma ONG defensora dos índios que estão sendo oprimidos pelo governo. Neste caso o RP tem que saber se posicionar diante do índio e do governo, tem que transmitir o que um disse, só que com a linguagem do outro. Adequar a fala e a postura é muito importante para que este profissional tenha credibilidade diante de seus públicos.

Após a invasão, por parte da polícia, nos morros mais atingidos pelo tráfico de drogas no Rio de Janeiro, o governo tem que criar programas sociais para esta população, que tanto sofreu com os mandantes do crime e agora necessitam de atenção, principalmente no que diz respeito ao saneamento, moradia, educação, cultura, saúde e lazer, como disse ontem Arnaldo Jabor no Jornal da Globo.

Caso o governo não consiga suprir todas estas necessidades é necessário que as ONG´s se façam presentes, para assegurar as condições mínimas desta população. E como estas instituições vêem os profissionais de RP, para garantir o cumprimento dos itens citados acima.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Comunicação circense


A comunicação interna está presente nos lugares mais inusitados. Particularmente, nunca pensei que encontraria um trabalho tão bem estruturado em um circo.
Contudo, na matéria de capa da última edição da revista da ABERJE observei como o trabalho de comunicação do Cirque dul Soleil é organizado e pensado unicamente para seu segmento. É assustador pensar como uma empresa, que já chegou a ter 21 espetáculos no mesmo dia, se comunica com seus 4.000 funcionários, os quais são de 40 nacionalidades diferentes, de forma clara e objetiva.
Pensar como será feita a comunicação com todos os públicos ligados internamente à empresa, é planejar que eles sejam os primeiros, a saber, das novidades, lançamentos e problemas envolvendo a empresa na qual passam grande parte dos seus dias. Eles são os verdadeiros multiplicadores, pois é através destas pessoas que as mensagens são transmitidas, sejam elas positivas ou negativas.
Não há como pensar em comunicação sem considerar a importância de este público estar satisfeito, motivado e com sentimento de pertencimento no todo. Mas é preciso cuidado, pois o foco não deve ser apenas neles, é preciso alinhar as estratégias para o público externo também, que não deixa de ser extremamente importante para as estratégias da empresa.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ERERP 2010

No último final de semana aconteceu o ERERP (Encontro Regional dos Estudantes de Relações) sediado pela PUC Campinas. O evento foi marcado pela interação dos estudantes da área, que apresentaram seus cases e empresas júnior, marcados pela forte presença de trabalhos voltados para a sociedade e o meio ambiente, mostrando a preocupação dos jovens alunos com a comunidade.
As oficinas foram direcionadas aos mais variados temas, onde cada um escolhia o que mais lhe agradava. A tarde com os autores foi aproveitada pelos alunos, que aproveitaram para ouvir a experiência e os conselhos dos mais renomados profissionais que se dedicam a vida acadêmica.
Estudantes de RP vamos nos movimentar, fazer com que cada ano mais estudantes participem do evento, que tanto contribui para nossa formação.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

Regulamentação de 'lobby' no Brasil

No próximo dia 12 de dezembro, serão completados 20 anos que o Senado aprovou e enviou à Câmara dos Deputados projeto de lei (PLS 203/89), do senador Marco Maciel (DEM-PE), que regula a atividade de lobby no Congresso Nacional. Desde então, ele foi discutido, recebeu emendas, passou a tramitar com propostas que têm a mesma finalidade, mas nunca chegou a ser colocado em votação no Plenário daquela Casa. Neste momento, existem dez propostas sob exame dos deputados - três projetos de lei e sete propostas de mudanças no Regimento Interno da Câmara.

No Senado, desde a aprovação do PLS 203/89, que agora tramita na Câmara como PL 6.132/90, houve apenas uma tentativa do então senador Lúcio Alcântara (1995) de regular o assunto, por meio de um projeto de resolução. Ele apresentou sua proposta depois que os deputados da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara opinaram que a atividade lobista no Congresso deveria ser regulamentada em resolução interna, e não em um projeto de lei, como pretendia Marco Maciel. O mandato de Alcântara terminou e o projeto foi arquivado.

A regulamentação do lobby e dos grupos de pressão junto ao setor público costuma ocupar as páginas de jornais toda vez que há alguma denúncia envolvendo falta de transparência nas relações entre funcionários públicos e interesses privados. No final do ano passado, técnicos da Casa Civil discutiram o assunto com o deputado Carlos Zaratini (PT-SP), autor de um amplo projeto (PL 1.202/07) sobre o lobby, o qual regula estas atividades não apenas no Congresso, mas também nos órgãos do Executivo. "Até agora, não aconteceu nada", informou o deputado nesta sexta-feira (17), por intermédio de sua assessoria.

O projeto de Zaratini, que tramita junto com a proposta do senador Marco Maciel, esteve prestes a ser colocado na pauta de votações do Plenário da Câmara no final do ano passado, mas acabou deixado de lado por causa da urgência dos projetos que tratavam da exploração de petróleo na camada pré-sal . A Controladoria Geral da União (CGU) chegou a listar mudanças que considerava importantes para melhorar o projeto de Zaratini, entre elas a explicitação de que o trabalho de grupos organizados que buscam implementar direitos previstos em lei não pode ser considerado lobby.

Os autores dos projetos que tratam do assunto argumentam que a regulamentação irá estabelecer com clareza os limites da atuação de lobistas, prevendo punição para aqueles que extrapolarem. Zaratini argumenta que o lobby é uma atividade legal e regulada na Europa e nos Estados Unidos, onde os lobistas são pessoas autorizadas a defender determinadas causas junto ao Legislativo e, em alguns casos, junto a órgãos do Executivo. Eles devem pertencer a empresas da área e são autorizados a participar de audiências para defender o ponto de vista de grupos da sociedade ou de empresas. É uma atividade aberta, que não tem nada a ver com o tráfico de influência, que é crime.

Todas as propostas que estão no Congresso determinam que os lobistas têm de se registrar no órgão público e devem portar crachás de identificação. Ao fazer o registro, têm de informar quais são os interessados em seus serviços e as matérias que querem ver aprovadas ou rejeitadas. As empresas de lobby serão obrigadas a informar seus gastos ao Congresso, em detalhes, caso a atividade seja regulamentada.

Mesmo sem regulamentação, a atividade de lobby é oferecida por dezenas de empresas no Brasil. A Universidade de Brasília mantém um curso de especialização em "assessoramento parlamentar" - na prática, um treinamento para a atividade de lobby nos três Poderes. Nos Estados Unidos e na Europa, existem milhares empresas de lobby.

Na Câmara dos Deputados, o Regimento Interno (artigo 259) autoriza o credenciamento de representantes de ministérios, do Judiciário e de entidades sindicais de trabalhadores ou patrões, para a defesa de seus interesses. O Regimento Interno do Senado não trata do assunto.
Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Interatividade e Comunicação

Até onde vai a interatividade proporcionada pelas novas mídias? Até que ponto devemos considerar o que as pessoas publicam? Os questionamentos são muitos, assim como as dúvidas. Pesquisadores estão iniciando seus estudos, pois este é um assunto recente, que tem despertado o interesse de pessoas e empresas.
Estão surgindo empresas focadas nas novas mídias, cuja plataforma de trabalho permite que a criatividade alçe voo. O campo ainda é pouco explorado, permitindo que bons trabalhos se destaquem e impulsionem outras pessoas/empresas a encontrarem seu espaço.
A assessoria de imprensa teve que repensar a forma como seu trabalho atinge às pessoas, principalmente à redação. Com a ampla utilização da realidade ampliada e de tantas outras formas de interatividade, fica difícil saber o que agradará ao jornalista quando ele receber o press release.
A comunicação tem que ser revista. Permanecerá quem conseguir acompanhar estes avanços, fazer ações diferenciadas, não se esquecendo de que cada público continua sendo impactado de forma diferenciada.
É importante observar que nem tudo o que é publicado é verídico, não se pode deixar de averiguar a veracidade da informação. E dependendo do seu objetivo, nas redes sociais os amigos reais nem sempre são os virtuais, pois suas publicações podem não ser interessantes e nem agregadoras.
O assunto é bastante abrangente e não caberia abordá-lo nestas poucas linhas, por isso conto com a colaboração de todos, cada um comentando e deixando visões diferentes. Vamos interagir!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O que é mais importante: Propaganda ou Relações Públicas?

O conhecido guru de Marketing Al Ries, inventor do termo posicionamento e autor de vários livros entre os quais Marketing de Guerra, escreveu o livro The Fall of Advertising & The Rise of PR, no qual menciona que relações públicas têm se tornado a mais poderosa arma de marketing.
De acordo com o autor, RP cria novas marcas no mercado, enquanto a propaganda é uma espécie de mecanismo de defesa para marcas já estabelecidas. Sem falar no fato de que lançar produtos através de relações públicas reduz substancialmente os custos de marketing.
Diz ainda o autor: se você está lançando um produto totalmente inovador como Viagra ou Botox no mercado ou o filme O Homem-Aranha, um programa de relações públicas é absolutamente imbatível. Mas se você está introduzindo mais uma cerveja no mercado ou um novo sabonete, você precisa mesmo é de uma boa camapnha de propaganda.
O único problema é que relações públicas é uma incompreendida.
E é pelo pouco conhecimento do assunto que a atividade de relações públicas no Brasil é ainda incipiente, embora seu potencial seja imenso. Só para dar uma ideia, o mercado mundial de RP foi da ordem de US$4.31 bilhões em 2001, de acordo com o Council of Public Relations Firms. No Brasil, não chegou aos US$50 milhões, o que corresponde à receita de uma grande agência de RP só no seu escritório de Nova York. O principal motivo é que pouca gente sabe o que RP pode fazer pela sua empresa.
-Planejamento estratégico da comunicação corporativa (imagem da empresa)
-Comunicação dirigida aos diversos públicos com que a empresa se relaciona
-Relações com a imprensa
-Administração de crises
Em outras palavras, RP é toda a administração da reputação, da imagem da empresa junto aos seus diversos públicos. Alguma empresa pode prescindir de relacionar-se bem com os seus funcionários? Seus parceiros comerciais? Com a comunidade? RP, portanto, cuida do mesmo patrimônio de uma empresa, a sua reputação.
De acordo com Paul Homes, editor da revista Inside RP, "Enquanto a propaganda é uma importante ferramenta de comunicação, RP é muito mais que isso, é uma caixa de ferramentas, um processo, talvez até mesmo uma maneira de pensar". Dificilmente uma agência de propaganda vai recomendar uma solução que não envolva a compra de espaço, através do qual a empresa vai expressar seu ponto de vista. RP, ao contrário, é definida pela habilidade de passar mensagens através de uma ampla gama de veículos em espaços cedidos. Além do que, na propaganda é você quem está falando bem de si mesmo, enquanto através de um bom trabalho de RP você consegue que outros falem bem de você. Aí está também uma de suas maiores vantagens: a credibilidade. Recente pesquisa feita nos EUA mostra que 76% dos principais executivos de empresas reconhecem que RP tem se tornado mais importante para eles do que era há cinco anos e 82% a consideram uma função da alta cúpula da companhia. "As empresas, independentemente do seu porte, precisam ter imagem positiva junto às suas comunidades, ou certamente falharão." A pesquisa publicada na revista Inside PR vai além: "Estamos indo em direção a um mercado de relacionamento e RP é a melhor maneira de influenciar os seus públicos". É por tudo isso que o mercado de RP está crescendo a respeitáveis taxas, com especial destaque para as áreas de saúde, tecnologia, finanças e relações governamentais.
Mas a verdade é que a comunicação tem vários instrumentos que dependem das necessidades específicas de cada caso, dos públicas que se quer atingir, do prazo, da concorrência, do mercado, dos recursos disponíveis e de muitas outras variáveis. Portanto, nenhuma das disciplinas da comunicação - propaganda, promoções, marketing direto, relações públicas e outras tais- é a solução única ou a mais imporante. Mais importante é praticar o que os principais players do mercado estão fazendo: comunicação integrada.
Fonte: Roberto Grad

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Para sair do faz - de - conta

A pesquisa sobre o estado da arte da Comunicação Interna Brasileira que a Aberje realizou durante o segundo semestre de 2002, com 100 estreladas empresas brasileiras, que juntas faturaram, em 2001, mais de 170 bilhões de dólares e empregam aproximadamente 800 mil pessoas, mostrou que existe, entre os responsáveis pela comunicação das empresas, uma grande insatisfação com a comunicação interna. Para 71% dos pesquisados, a comunicação interna atende parcialmente às necessidades das empresas.
Os gestores, apesar das boas intenções, esforços, gente e investimento, começam a concluir que a comunicação interna é mais do que a constelação de mídias que, segundo a pesquisa, ainda são os grandes suportes de relacionamento com os empregados. Essa constatação de que o processo de comunicação é muito mais do que simplesmente um canal se aplica às publicações tradicionais e também aos veículos eletrônicos e aos meios on-line, entre eles o e-mail e a intranet. De acordo com os resultados da pesquisa da Aberje, é possível inferir que a comunicação interna, feita no Brasil segue um modelo que tem ênfase na informação, sistema em que os empregados são brindados, o tempo todo, com pacotes de temas de interesse quase exclusico dos administradores. A linguagem oficial, de perfil descendente, se disfarça de moderna, no caso das publicações, no design gráfico. Nos vídeos e nas webs internas o que predomina e a voz de quem manda. Nessa lógica informativa, os empregados não têm espaço ou tempo para transformar informação em conhecimento. Em empresas que não querem ouvir, é impossível para o trabalhador transformar os signos da empresa em autodescoberta e autoconhecimento. O que se vê é quase sempre uma comunicação interna feita com objetivos quantitativos em detrimento da inteligência e da participação.
Mas como as empresas podem superar esse modelo, que rói a boa prática da comunicação interna?
Hoje, o tempo, no âmbito das empresas, é exclusivamente o da produção. Todo minuto precisa ter como correspondente algum produto, pedido ou serviço. Brincar, conversar, dialogar, debater, aprender, dividir e compartilhar não são os verbos da empresa, cuja administração e arquitetura são estruturadas apenas para somar. Nessa perspectiva de produção e de tempo mecanista, coercitivo, homogêneo e sem surpresas, o verdadeiro processo comunicativo, que é um jogo democrático, em que todos trocam de papéis, o tempo todo, não tem lugar.
A comunicação interna excelente só acontece em empresas que tenham uma perspectiva humanista. Empresas que unem o olhar quantitativo ao qualitativo. A boa comunicação interna só é possível em empresas em que o trabalho não seja o fim, mas seja um meio para o crescimento dos indivíduos que a compõem.
O "vestir a camisa" não pode ser uma metáfora sinistra que anuncia o desaparecimento do empregado.
Os processos de comunicação devem se assentar fortemente no diálogo e nos fluxos de informações ascendentes (não confundir isso com "caixinhas de sugestões" e horizontais (laterais). Processos que sejam reflexos de uma cultura de participação e de lideranças democráticas, que promovam os trabalhadores de espectadores e agentes desses processos.
Do contrário, continuaremos assistindo a um pequeno teatro organizacional, em que todos fingem não ver que a comunicação é uma mentira.
Fonte: Nassar Paulo, Tudo é comunicação